1.
Mal cabe no gesto inócuo de buscar na janela um acene fora dos meu limites um boa noite oblíquo e impessoal que foss4
Procuro nessa janela supostamente aberta uma molécula de oxigênio bêbada
uma lufada da mão que acenasse
mesmo por engano,
mesmo irônica do bloco em frente
Meu coração que ansioso por distâncias
palmilha paisagens na tela caótica,
Ele que perscuta a respiração exasperada dos fantasmas escondidos no armário dos anos distante (de uma vita toda); onde todos residem fiéis a deus e aos maus costumes,
coração do meu coração que trava com eles batalha homérica sobre o natural da existência dos dias
(meu coração recheado de esperanças,
em meio a becos sombrios,
inquietudes silenciosas).
Mesmo essas criaturas sabem que meu coração não cabe nem lá fora
Nem no pouco tempo sob a carne.
Definitivamente não cabe nesse momento da vida entre janelas sem vizinhos e dispositivos autoritários.
De tão distante e solitário, meu coração virou desumano.
Meu coração pandêmico que urge transbordar de mim , catarata amedrontada,
mesmo assim, incontível em si mesmo.
2.
Vestido apenas dos meus poucos pentelhos, pergunto aquele do outro lado do espelho:
Por onde andas?
Há quanto! Quanto tempo nesse silêncio de água empoçada em subsolo.
Por onde andvas?
Há tempos não te vejo no meu próprio reflexo!