Os moços e outros sentam-se para contemplar o sol se pôr nas pedras confortáveis do Arpoador.
Aqueles mesmos moços e outros e passaram a tarde, o dia, reverenciados pelo sol que só existe na Arpoador.
O bronze dali sensualiza sobre as peles descansadas e claras dessa gente que saiu das novelas e dos reclames de tevê
para se apresentar aos mortais. Essa gente sempre moça, mesmo que nem tanto, não precisa mostrar seu valor.
A pele tratada a cremes importados, os cabelos escorridos de bom xampu são heranças dos avós, bisavós, dos avós de seus bisavós.
Por isso sentam-se elegamentemente depois de um dia ensolarado para aplaudir a tarde laranja e as
estrelas em seguida, mesmo sob os caos de nuvens.
Bebem seu bom vinho, aplaudem com seu mais midiatico sorriso e cantam em paz.
Porque os moços ,e os nem tão moços do Arpoador, sabem que amanhã haverá outro sol, outra tarde, outras estrelas
depois de uma noite de sonho.