amor em tempos do ódio
Preciso confessar um segredo terrível.
Sim. Preciso confessar:
Te amo. Impiedosamente amo.
Mas amo você cada vez mais em silêncio
Silêncio quase pecado de padres,
de púlpitos,
Amo como os homens se amam
nos dias de hoje:
em vergonha, nojo e fúria
Por isso preciso desconfessar com clareza esse amor. Então, te amo.
Imperdoável mente amo.
Pois se amo
O que fazer desse arrojo amedrontado?
O que fazer desse desejoso desprezo?
O que fazer desse amor que tanto odeia?
Esse amor feito só de mim e de ti
a minha imagem e semelhança.
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