Este pretende ser um espaço de divulgação de coisas que venho produzindo ao longo dos anos. Sem pressa. Afinal, "de preguiça em preguiça, também se enche boa linguiça".


terça-feira, 15 de setembro de 2026

Nem deus

A MUSA DA CANÇÃO

Que menina é essa que toca?
Será que seus males espanta
Ou somente os encanta
Quem é essa menina
Que em notas felinas o amor declina?

Quem é essa menina?
Quem é essa menina?
Sereia será sua sina?
Saberá o horizonte onde tudo começa,
Ou irá me mostrar onde a fonte termina?

Só sei que te quero
Se ela me chama
Mesmo se ela me trai

Sílfide ou santa
Essa menina que é tantas
Alegre ou precisa será minha musa!(repete?)


Quem é essa moça quem canta?
Será que os pares acalanta
Ou será que os conclama
A sair do estado de ilha?
Será minha mãe? Será minha filha?

Quem é essa moça?
Quem é essa moça?
Sereia será sua sina?
Me mostre a fonte onde  o horizonte começa,
Ou ainda  haverá depois que o mundo tropeça?

Só sei que a quero
Se você me chama
Mesmo se você me trai

Sílfide ou santa
Essa menina que é tantas
Tristonha ou difusa
será minha musa!













segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Não, companheira

II

não, companheira
não permita que a dor doutrinar a esperança
viver sim vale a pena

sim, vale a pena o mais cotidiano gesto: o café na manhã solitária, a saudade

Ainda vale ler jornal impresso


a impressão mais incerta do amor
mesmo sabendo que todo amor tem seu prazo de veleidades

vale a pena o mais grotesco engano 

sim,
valem a pena

seu riso
seu gozo
seu guizo

a gargalhada num deserto o orgasmo em pecado por de trás dum muro

porque a vida inexplicavelmente ainda vale a pena

seu filho, seu sono

esse despretensioso poema.





sábado, 8 de agosto de 2026

Natal-23

NATAL 23

Não há chaminés no lixão de Gramacho
Não haverá neve na favela Beira Mar
Trenós não transitarão pelas vielas 
do Martins 

Já não há mais janelas onde deixar os poucos sapatinhos órfãos em Gaza

E amanhã será como ontem: com shoppings expondo suas luzinhas coloridas,
hipinoticamente vorazes
de fachada

E depois de amanhã estará morta em postas a noite mal acabada de depois de hoje.

Marco Ribeiro 

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

2. Leio numa notícia de tempos atrás o aumento de corações precocemente falidos.
Demos tantas incumbências ao coração que cada vez menos deles resistem

O coração, puro músculo precisa não pensar, princípio nobre da filosofia
pra quem o coração é apenas músculo desnecessário porque não formula.

Entretanto inventamos seja o primeiro que perdoa, dizem os padres, e o que por fim, desfere doze facadas na companheira 
 apaixonadamente violentas 
diante dos filhos pequenos a quem igualmente ama

Só ao coração cabe namorar, noivar (?), casar,  procriar em nome da única espécie 
Que é capaz de desferir meia dúzia de tiros no peito de um mecânico apenas porque pisou no pé de alguém num forró  animado na madrugada de Belford Roxo

 


quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Desrio



(Não cabe nesta série)

Hoje a solidão não passa,
As horas não correm
Minutos de pedra pome
se mumificaram no relógio sem futuro 

A solidão emula o silêncio de um rio sem alma, rio de papel e tinta .

Rio sem a memória de seus peixes
Sem o lodo ladino sobre as pedras. Das armadilhas entre as pedras.

Hoje me sinto afogando estabilidade movediça de um rio extinto.

Ou de um rio sequestrado. Onde tudo é vala, poço, queda, nada é curso, profundidade, corredeira

Hoje o dia não passa, rio em profundo silêncio paradoxal.

Essa solidão é um rio desaguado.


1. Algumas palavras gosto é da palavra coisa fútil daquelas palavras excitantemente mentirosas que as moças dizem pra gente se enganar pelo preço justo e o tempo contado na vila mimosa Aquelas moças que eu muito jovem achava tão belas por trás de seus batons escandalosos, de seus gestos perfumados Elas que dominavam de palavra vestidas ora de nuvem ora de tempestades Adoro esse tipinho à toa de palavra cheirando a corpo, perfume barato e amor sem etimologia

enciclopédia
outubro 11, 2025
não sei por que me veio uma lembrança dessas que assombram raro, desses fantasmas bissextos saltados de uma memória tão longínqua que (....) Vasculhando ...
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Suicídios
outubro 29, 2024
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Das coisas (dês) importantes

1. Algumas palavras 

gosto é da palavra coisa fútil 

daquelas palavras excitantemente mentirosas que as moças dizem pra gente se enganar pelo preço justo e o tempo contado na vila mimosa

Aquelas moças que eu muito jovem achava tão belas por trás de seus batons escandalosos, de seus gestos perfumados

Elas que dominavam de palavra vestidas ora de nuvem ora de tempestades 

Adoro esse tipinho à toa de palavra 

cheirando a corpo, perfume barato e amor sem etimologia

2. Leio numa notícia de tempos atrás o aumento de corações precocemente falidos.
Demos tantas incumbências ao coração que cada vez menos deles resistem

O coração, puro músculo precisa não pensar, princípio nobre da filosofia
pra quem o coração é apenas músculo desnecessário porque não formula.

Entretanto inventamos seja o primeiro que perdoa, dizem os padres, e o que por fim, desfere doze facadas na companheira 
 apaixonadamente violentas 
diante dos filhos pequenos a quem igualmente ama

Só ao coração cabe namorar, noivar (?), casar. Procriar em nome da única espécie 
Que é capaz de se matar apenas porque alguém pisou no pé de alguém pisou que acabou com um baile em Belford Roxo quem alvejou com dois projéteis um músico.
Odiar também é cruel....

falar sobre o silêncio ( in Universos&Diversos)

 falar sobre o silêncio 

A. Me diz: sobre o silêncio o que se fala
quando  é ele mesmo o primeiro que cala?

B. O olhar das coisas sobre nós. Como será que elas nos olham? Como eu olho essa mesa posta de lembranças duma infância supostamente quase feliz?
Ou as coisas nos vêem como esses seres móveis de carne, nervos, inseguranças?

Quem sabe nos espiam com a indiferença de criaturas fúteis, incumbidas de provar a todo tempo sua humanidade?

Ou simplesmente mal nos enxerguem dentro da nossa devida insignificância?

quarta-feira, 27 de maio de 2026

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Em tempo

I

Tempo tempo tempo
O que fazer com essa relatividade?
O tempo leve que pode pesar mais que uma praga sobre os ombros de Sísifo,
Que um grito num calabouço,
Que uma saudade bruta

O que fazer com o tempo?
pergunto quase passivo às rugas que chegam sem convite, diante de imagens pouco nítidas de pequenos quadros enfileirados desarmonicamente pelas paredes que vão se manchando da umidade mal curada de antigos afetos ainda recentes

Tempo tempo tempo
Que faço eu desse tempo incerto que resta?
Eu mal nascido nos trópicos,
que tempo me cabe?
O da morte prematura sem solução de cada instante?
O fim marcado pela bala, pela fome, pela desesperança?
O tempo de me esconder do estampido?
De ouvir bovinamente o ranger dos intestinos?
Tempo de me embriagar da esperança colorida e tóxica do anúncio onde alguma moça de beleza estrangeira de algum lugar estrangeiro sorri uma felicidade tão estrangeira para mim quanto ela mesma?

II

Tempo tempo tempo
O que faço eu com esse tempo agora
Esse tempo despido do tempo?
Diante de ti, companheira, nesse momento em que não cabe um só movimento, que não mal comporta um beijo de tão intenso
Só eu e seu corpo
Só seu corpo e minha desalma

O tempo que zomba do relógio
Que manda o patrão e sua mais valia à merda o tempo descapitalizado 

o que podemos nós, senão amar? 
E depois de reamar, inadivertidamente multiamar

III

no meu tempo era diferente
sentencia a boca envelhecida
no meu tempo não era assim nem assado,
contraprofetisa a boca enlutada debaixo de um véu que mal esconde o hálito fúnebre

pois meu tempo não permite saudosismos,
o peso de muitos corpos pesa sobre nós:
[...]



IV

as horas são cuidadosamente construídas
numa engenhoca maldita.
Feitas e refeitas e cada vez vão ficando sutilmente mais longas e pesadas

Acabaram-se as horas do beijo durante o sexo
eles hoje vêm prontos e sem esforço pra sua satisfação
O tempo do encontro marcado ao nascer do sol,
ou depois da chuva numa tarde maranhense,

o tempo de imponderabilidades sorridentes
como reencontrar um amigo na multidão inquieta de minha cidade ou de se ver amigo dos passarinhos numa praça escondida das aulas de matemática

O tempo de mergulhar no vazio momentâneo duma sombra de amendoeira fresca da infância à beira da Guanabara
e ter como companhia um breve e profundo sorriso em silêncio,
aquele tempo de não dizer nada, de não fazer nada, de quase não respirar: tempo abundante do nadar,
hoje condenado à vergonha

Mas o tempo secou. Secou e nos sufoca. Secou mas incomoda como a saudade inútil.
Secou e sopesa como o espírito de um pássaro extinto há muitas eras

V

Mal vejo a hora de te rever
eu que de tão sozinho e saudoso
brinco de inventar palavras que sirvam de alinhavar esse vão do peito canyon

palavras gagas de sentido e música
(como são de praxe as palavras sozinhas) 
eu, de tão sozinho, 
sozinhidão, eu sadadetude, 

eu que tento em vão algum sentido e poesia
que seja capaz de me dessozinhar 

VI






sábado, 22 de novembro de 2025

Quem peca é o pecado

O pecado é todo seu
Não vem querer me colocar peso n consciência 
Com essa insistência 
Não sou cristão pra achar que pequei
A gente erra humanamente 
Como você errou eu também errei

Mas se o combinado não sai caro, trato feito não volta atrás 
Tudo bem você não querer mais tem quem queira

segunda-feira, 17 de novembro de 2025

baratas


O sol no Arpoador

Os moços e outros sentam-se para contemplar o sol se pôr nas pedras confortáveis do Arpoador.
Aqueles mesmos moços e outros e passaram a tarde, o dia, reverenciados pelo sol que só existe na Arpoador.
O bronze dali sensualiza sobre as peles descansadas e claras dessa gente que saiu das novelas e dos reclames  de tevê
para se apresentar aos mortais. Essa gente sempre moça, mesmo que nem tanto, não precisa mostrar seu valor.
A pele tratada a cremes importados, os cabelos escorridos de bom xampu são heranças dos avós,  bisavós, dos avós de seus bisavós.
Por isso sentam-se elegantemente depois de um dia ensolarado para aplaudir a tarde laranja e as
estrelas em seguida, mesmo sob os caos de nuvens. 
Bebem seu bom vinho, aplaudem com seu mais midiatico sorriso e cantam em paz. A paz.
Porque os moços ,e os nem tão moços do Arpoador, sabem que amanhã haverá outro sol, outra tarde, outras estrelas
 depois de uma noite de sonho em paz.

segunda-feira, 10 de novembro de 2025

à sombra dos peixes

anteontem procurei os gatos pela casa. Não havia mais nenhum. Pensei de pronto: gatos são assim. Vadios, eles saem pela   vizinhança convictos que passeiam pelo palácio de um emir da Pérsia, de um faraó quando vão apenas até a esquina ou sobem num telhado de algum casebre pra transar e acordar os vi,inhos. Roçam-com estranhos, namoram, se eriçam, mostram as garras, os dentes pra estranhos. Os gatos são criaturas bem humanas. Muito diferentes dos cães são os gatos. Às vezes observo da janela um deles tentando atravessar a avenida movimentada próximo. Ao contrário dos cães, são quase sempre esmagados pelas rodas dos caminhões que passam em direção ao norte e ao sul. Impiedosos. Gatos seriam suicidas? 
Observam pouco o trânsito. Calculam mal as distâncias, os intervalos. Se deixam levar pelo ímpeto e acabam mesclados ao asfalto numa manta de carne, pelo e sangue. 
Vasculhei a casa ontem, todos os cantos   inabitados. Nenhum atrás do sofá ou sobre o telhado. Aliás faz algumas noites não ouço nenhum miado. Nenhum ronronar. Onde será que foram aqueles diabos?
Na verdade senti um alívio.  Eles não eram meus. Já estava aqui quando cheguei e não tive como expulsá-los. Sempre se comportaram co.o se o intruso fosse eu.

sexta-feira, 17 de outubro de 2025

Gide&Valéry

Entre vinhos baratos absinto e  fumo Gide dispara sobre Valéry 

- A mim, se me impedissem de escrever, eu me mataria.
- A mim, responde Valéry, se me forçassem a escrever, eu mesmo o faria.

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

À procura do amor

Gastei os sapatos e a juventude que tinha procurando o amor
Eis que depois de mal gasta poesia
Dou com ele na rua que não me reconhece
Atravessa uma avenida confusa
Até escoar pelo buraco do metrô

Meus tênis meu poema
Tudo gasto na manhã atordoada
Que é a aventura de amar.

Mais que atravessar fora de faixasa, me aventurar descalço no asfalto quente em 
em noites de solidão e sangue .

O amor de hoje é morto.
.....


domingo, 10 de novembro de 2024

tempo em tempos

1

Tempo tempo tempo

O que fazer com essa relatividade?

O tempo que pode pesar mais que  a pedra sobre os ombros de Sísifo,

Que um grito num calabouço,

 que uma saudade bruta.

O que fazer com o tempo?

pergunto quase  impassivel às rugas que chegam sem convite,

 diante de imagens pouco nítidas dos pequenos quadros desarmonicamente  enfileirados na parede de tantos anos

Tempo tempo tempo, roga o poeta mesmo sabendo que não existe acordo possível.

O tempo é inexorável. 

Que faço eu desse tempo? 

Desse breve tempo que me resta!

2.

Eu mal nascido nos trópicos onde os dias são tão caros. Que tempo ainda me cabe?

O fim marcado pela bala? pela fome? Ou o tempo bovino marcado pela eterna esperança? O tempo da esperança canonizada.

Tempo tempo tempo 

O que faço eu nesse tempo?

Esse tempo de me embriagar de uma alegria coloridadamente tóxica 

do anúncio onde alguma moça de beleza estrangeira de algum lugar estrangeiro de sorriso estrangeiro de uma felicidade tão estrangeira para mim quanto elas mesmas

(a moça e a felicidade)

tempo estranho de bala e sexo amasiados na mesma cama

3

Tempo tempo tempo

O que faço eu com esse tempo agora?Esse tempo despido do tempo diante de ti, companheira. nesse momento em que não cabe um só movimento, que  mal comporta o beijo de tão intenso?

Só eu e seu corpo, só  seu corpo e minha desalma

O tempo que zomba do relógio

Que manda o patrão e sua mais-valia pro caralho, o tempo descapitalizado nesse segundo-momento o que podemos enfim nós, senão gozar de todo tempo que inexiste agora?!


III


no meu tempo era diferente

sentencia a boca envelhecida na fila do banco no meu tempo não era assim nem assado,contraprofetisa  a boca enlutada debaixo de um véu que mal esconde o hálito fúnebre

pois meu tempo não permite saudosismos,

Olho pra trás e prossigo, curupira faminto de caça e fumo, prossigo 

IV

as horas são cuidadosamente construídas numa engenhoca maldita.Feitas e refeitas e cada vez vão ficando sutilmente mais longas e pesadas, mais apertadas. Sufocantes.

Que fábricante maldito inventou as horas?


Acabaram-se as horas do beijo durante o sexo

eles hoje  vêm prontos e sem esforço pra sua satisfação

O tempo do encontro marcado ao nascer do sol,

ou depois da chuva numa tarde maranhense,


o tempo de imponderabilidades sorridentes

como reencontrar um amigo na multidão inquieta de minha  cidade ou de se ver amigo dos passarinhos numa praça escondida das aulas de matemática


O tempo de mergulhar no vazio momentâneo duma  sombra de amendoeira fresca da infância à beira da Guanabara

e ter como companhia um breve e profundo sorriso em silêncio,

aquele  tempo de não dizer nada, de não fazer nada, de quase não respirar:  tempo abundante do nadar,

hoje condenado à vergonha


Mas o tempo secou. Secou e nos sufoca. Secou mas incomoda como a saudade inútil.

Secou e sopesa como o espírito de um pássaro extinto há muitas eras


V

Mal vejo a hora de te rever

eu que de tão sozinho e saudoso

brinco de inventar palavras que sirvam de alinhavar esse vão do peito-canyon

palavras gagas de sentido e música:

(como são de praxe as palavras sozinhas) 

eu, sozinhidão, eu sadadetude.

Eu que tento em vão algum sentido de poesia capaz de me dessozinhizar 

quinta-feira, 7 de novembro de 2024

O aprendedor

Drummond 

Drummond me ensinou minas
Se é que minas se aprende
(Minas tão funda 
quanto etérea )

Mais que a caligrafia montanhosa
a palavra-vale, quase concha,

Mais que a riqueza minéria,
A metáfora mineira feita de silêncio e dínamo

Drummond foi meu primeiro mestre:
Depois dele, minas deixou de ser mistério:
virou enigma

Leminski

Na sua poesia, meu bardo polaco pardo,
Nada é fardo nem fado
Sua palavra transita em susto
Na sua poesia, Leminski, a palavra insinuosa vibra entre sarcasmo e fúria:

dúbia víbora.

Manoéis

Me fervem passarinhos na cabeça oca de nuvens, cometas e galaxias

segunda-feira, 20 de maio de 2024

palavras em tempos de bala

Poemas em tempos de bala

amor em tempos do ódio 

Preciso confessar um segredo terrível. 
Sim. Preciso confessar: 
Te amo.  Impiedosamente amo.

Mas amo você cada vez mais em silêncio
Silêncio quase pecado de padres,
de púlpitos,

Amo como os homens se amam
nos dias de hoje:
em vergonha, nojo e fúria 

Por isso preciso desconfessar com clareza esse amor. Então, te amo.
Imperdoável mente amo.

Pois se amo
O que fazer desse arrojo amedrontado?
O que fazer desse desejoso desprezo?
O que fazer desse amor que tanto odeia?

Esse amor feito só de mim e de ti 
a minha imagem e semelhança.



domingo, 17 de março de 2024

Impressões de viagem

1. 
Desde menino sonhava viajar  pelo espaço entrestrelas que, contra-matemático
Sempre achei o menor espaço entre os sóis e os sonhos

2.
Na velocidade tudo faz psiu 
                                                   e  
                                                             tchau!
Adeus?